"sempre correndo e sempre querendo voltar, mas sempre estando cada vez mais longe até que, finalmente, era só uma cena de filme em quê uma garota diz alô para dentro do caldeirão do mundo e você é só uma mulher vendo o filme com seu marido no sofá e as pernas dele estão no seu colo e você precisa ir ao banheiro. Havia coisas desse genero pelas quais chorar. Mas a maior razão para chorar era encharcar o ar na frente de nossos rosto. Era romance. Não do tipo de se apaixonar, mas a troca de ar entre nossos ombros e peitos e coxas. Havia tanto ar para trocar. Aos poucos, fomos diminuindo o ritmo, então paramos e, depois de uma longa e silenciosa pausa _ adeus _ nós nos separamos. Chegou então a euforia, ventos quentes do Havaí, secando nossas lágrimas e iluminando o caminho de volta ao mundo material. Era uma alegria estar alí, ao lado da cadeira. Apertamos as mãos uma da outra e rimos com um falso embaraço que foi aos poucos crescendo e se tornou real."
... mas não do tipo de se apaixonar!
de escritora, passo a leitora.
de mim, da minha frase mais escondida.
Faz algum sentido pra você?
'há uma espécie de prazer para o orgulho em zombar dos defeitos que não temos, e esses deleites alegram tanto o homem e sobretudo os imbecis, que é muito raro vê-los renunciar a eles"
vai passar, tudo passa... vai sorrir e achar graça...
"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'"
Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar?!
"Meu Deus, não sou muito forte, não tenho muito além de uma certa fé - não sei se em mim, se numa coisa que chamaria de justiça-cósmica ou a-coerência-final-de-todas-as-coisas. Preciso agora da tua mão sobre a minha cabeça. Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. (...) Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e dos becos de mim, Senhor. (...) Sinto uma dor enorme de não ser dois e não poder assim um ter partido, outro ter ficado com todas aquelas pessoas"
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