Sábado, 11 de Julho de 2009
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
desaguar.

no brilho dos teus olhos.
- entrei no blog para postar um texto e na outra aba a minha playlist, com 200 músicas selecionadas entre as que mais ouço.
começa a tocar Nicest thing.
o destino tá brincando muito comigo.
meu sorriso tem sido tão bobo, mas tão verdadeiro.
"I wish you'd never forget the look on my face when we first met" something.
o céu de Curitiba está começando a ficar bonito e até acordei pra pegar um sol no rosto.
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Delícia.
Anmut, Freude, Genuß, Vergnügen, Wohlgefallen
fiquei um bom tempo tentando descobrir o que eu sentia. acho que encontrei a resposta.
menina.
de um jeito que falta ar.
que deixa meu sorriso torto.
me faz gaguejar.
é clara.
branca.
branquinha.
carinho no rosto.
é minha?
é inocente.
provocativa.
ausente.
presente.
esquiva.
me faz perder a noção.
olhar o lado.
o chão.
de mim, precisa?
o sonho da insônia.
nos olhos abertos.
destinos incompletos.
a se encontrar.
é confusão de espírito.
silêncio e grito.
meu desejo salutar.
Tu me diz o quê?

será que a gente sente saudade depois do segundo encontro?
será que vontade é o mesmo que borboleta no estômago?
:(

meu cacto morreu.
nem faltou água.
só fez frio.
mas como esquentar um espinhento?
sem poder dar um abraço?
olha a chuva... é mentira!

estava aqui, costurando uns trapinhos no meu coração.
a fim de esconder um pouco dos buracos.
ficou meio caipira.
coisa de festa junina.
mas faltou fogueira.
segundo.
Um dia ruim na vida de alguém.
Pronomes invertidos, olhares distraídos.
Alexander e a divisão não aceita.
Falso desdém.
A vontade do beijo.
E a amiga ria, falava...
Percebia.
Ou não.
Que eu te olhava.
E se foi.
E voltou.
Aceito sim, em qualquer condição.
Em passeios perdidos sem retorno.
Em dúvidas de contramão.
Vidros embaçados.
do teu lado.
Meu jeito cheio de pudor.
Disse-te na mensagem:
me surpreendo com a natureza,
mas sei de onde vem a flor.
teu colo.
Teu rosto.
Covinhas.
Teu gosto.
Em mim, até a hora de dormir.
Alegrando.
Acordando.
Lembrando da madrugada.
Sonhando, sorrindo.
Sorrir.
primeiro.
e funcionou no segundo.
então ela chegou.
e com ela, toda aquela luz que eu não sei de onde vem.
e falou algo sobre o apelido.
me fez rir.
me fez bem.
e da psicologia, a seriedade.
um comentário sobre beijos, piercings e lábios.
sorriso.
e passou a mão no cabelo.
entortei a cabeça pro lado,
acompanhando o movimento.
alguém empurrou e o corpo chegou perto.
um olhar...
suspiro.
aconteceu nosso abraço.
mont blanc me consumindo.
ficamos perdidas dentro de uma coisa só.
o contato.
e a saliva da boca engolida.
entre olhares próximos e sem graça.
um beijo.
céus... que beijo.
que boca.
que mãos.
que ser.
adorável.
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
sim.

síndrome do pânico.
pânico de gente.
gente de papel.
papel de carta.
carta que escrevo.
escrevo a você.
você de mim.
você em mim.
sempre.
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
me desenha?

ela diz que sou uma figura.
e se apóia.
se segura.
no fato de ter dito não.
insegura.
se joga sem ver, ao chão.
ela diz que sou uma figura.
me atura.
tortura.
nega abraço.
um traço.
do meio ao fim.
no fundo, apenas sabe,
a resposta sempre foi sim.
Sábado, 4 de Julho de 2009
meu pé de mim.
vento veio lá do Sul, bateu forte.
foi ao chão.
desespero, canto triste.
pensei "nada mais existe".
e me veio a solução.
terra fofa, um solzinho.
por que germinar no copinho,
se o espaço pode ser grandão?
folhinha verde, sonho brotando.
colheita de carinho.
crescendo com jeitinho.
como rende minha plantação.
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
é.
que escondo.
meu desespero.
é de alegria.
que canto.
danço.
entristeço.
é de amor.
que abraço.
enlaço.
me perco.
página 6.

era uma menina do livro infantil...
se segurando na página pra não cair.
no esquecimento.
do leitor.
era uma menina do livro infantil...
controlando as letras, pra não misturar.
a mente.
do leitor.
era uma menina do livro infantil...
escrevendo histórias.
pra prender.
você.
era uma menina do livro infantil.
fim.
"alguma coisa que não precisa de coisa alguma"

essa coisa cresceu desde a última vez, não é mesmo?
você tinha essa marca na mão aquela época?
acho que eu nunca tinha visto.
agora gostas de café com leite?
parece que nem te conheço mais.
...
essa coisa não cresceu tanto.
acho que se manteve.
não foi?
teu cabelo tá melhor assim.
e essa camisa é bacana.
agora gostas de olhar estrelas?
ora menino, você já não é o mesmo.
...
to achando que essa coisa não saiu do lugar.
lembra daquele dia?
alias, deixa pra lá que acabei me esquecendo também.
se eu for embora agora, da próxima vez, vamos fingir que essa coisa nem existiu?
fato.

eu não sei dirigir.
nem carros.
nem nada.
me sinto morrendo.
nem de amores.
nem nada.
não sei sentir.
nem dores.
nem nada.
não sei nada.
nem.
nem.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
meu bem...

eu não quero te magoar, não eu não quero. e teu sorriso é a maneira mais carinhosa que eu posso me aproximar do teu coração. teu colo, no meu pensamento, é sinônimo de proteção. eu não quero que um dia você chore por mim. não quero que pense que em algum momento te usei. alimentei o que estava sendo criado, pra que pudesse esquecer. o meu coração tá aberto e machucado. e você sabe onde dói nele e o que exatamente dói. não quero que você se sinta insegura. que se sinta desprezada, ignorada. não quero nenhum tipo de negação de mim para com você. estarei, estou aqui. todos os dias dormindo no teu braço. sabe... eu sei que não vale muito o que eu falo, diante o que em muitas vezes faço. eu ando meio perdida. querendo me aquietar. coloquei meus sentimentos todos dentro de uma caixa. não quero te ferir, nao quero me ferir também. já nem posso mais. e quando estou contigo, fecho os olhos e consigo viajar. existe sim aquela coisa do passado, ou presente. mas eu ando me esforçando pra deixar passar. ando me esforçando por muita coisa. vivendo uma vida ao contrário. aprendendo que estar bem, é ser feliz e não ter alguém feliz ao lado. as pessoas andam se completando o tempo todo. ando esperando me completar. em mim, pra mim. faço de tudo pra você perceber que estou lutando. e por Deus, não quero mesmo te magoar. você brilha tanto. você me aquece nos meus sonhos e não é justo nada de mal que eu possa te causar. me sinto mais mulher que nunca. sabendo administrar essa coisa toda chamada vida. mais independente, madura. tenho meus lapsos de desespero e tristeza. mas estou construindo tantas coisas boas. que quero mesmo compartilhar. e já não cobro muito, não exijo tanto como antes. dominando, agredindo, pressionando. tenho deixado viver, me deixado levar. menina, você tem um sorriso lindo e faço cara de boba, mostro covinhas no rosto. mostro meus medos todos. ando desnuda pra você. me jogo no teu abraço e nos teus olhos. eu quero tanto mudar. tenho uma intensidade que sempre me acompanhou. tratei tantos relacionamentos de um jeito extremo. eu já feri demais. privei a felicidade de algumas pessoas, que queria só pra mim. me privei de ser feliz, por não conseguir confiar. e busco alguém que me entenda e compartilhe o que tenho de mais doce. é tão você isso. é tão nosso esse sentimento. não me deixa estragar as coisas, por desespero e insegurança de tentar. não estrague tudo com falta de lealdade. não cobro muito mais não. espero apenas o que ofereço. e meu medo é de que isso seja negado, em atos. não queira me ver mal, me fazer o mal. não queira me maltratar. meu choro é tão forte e tão verdadeiro. peço que você se entregue e me deixe fazer tudo do meu jeito. que é incapaz de fazer algo ruim. peço que você aceite meus planos. vamos dar as mãos e sinta que pode confiar em mim. quero estar em paz, comigo e com as pessoas da minha vida. deixa meu coração repousar no teu carinho. não quero esconder um sorriso, no meio de lágrimas. deixa eu me aproximar de mansinho e poder te amar. não quero esconder minha busca, calada. me dá teu aninho, deixa eu te ninar.
Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
faz frio.

Não queria pensar mais nada nesse minuto, o tanto que te feri, que te usei como se fosse um pedaço de couro amordaçado entre os meus dentes e que talvez, por um descuido infeliz ou um grito de desespero, fosse engolido, rasgando minha garganta e caindo como um peso no estômago.
Não queria falar sobre as maneiras todas que encontrei pra encher de espinhos o meu coração e ainda ousei te pedir para que cuidasse dele.
A minha maldade me levava a ferir seus dedos, porque eu só queria que eles estivessem tocando meu rosto, frios, totalmente sem sentimentos, mas deslizando na pele cansada e molhada por lágrimas provocadas pela tua falta.
Não queria admitir a mim mesmo, que ainda me restava um pouco de afeto, e cá estou falando de afeto pra alguém que tanto amo, não quero mesmo admitir isso.
Nos teus ombros, queria ter ficado descansando por horas, esquecendo o quanto te feri, o quanto era saboroso pra mim o soluçar do teu choro.
Meu Deus, você me amava e me doía.
Essa culpa impregnada nesse corpo que você debruçou, amou, sentiu o cheiro de suor, tocou e tanto praguejou, não sai mais e tem dias que tenho medo, de ser tocado por outros dedos, ainda mais frios que os teus e eles sejam lambuzados pela minha culpa e percebam que não encontrarão em mim o tal aninho, o calor pra lhes esquentar as mãos.
Queria que tivesse sido doce e foi cruel.
Foi de farpas, espinhos e rasgos todo o nosso amor.
Essas feridas que me restaram, ainda abertas, doem mais do lado de dentro que qualquer outra coisa.
E as tuas ainda doem ou se fecharam com o tempo?
Eu tinha tanto pra falar, fazer e pra doar, que meu corpo não se permitiu, fechei mesmo essas portas todas que alguém batia pra entrar e da janela, lá do alto, me joguei nos pensamentos.
É dura a queda com a realidade, penso sim naquilo que ainda me dói e que me envolve nessa crosta de ser mal amado ou bem amado não sei, mas é uma crosta mesmo que vai me protegendo e evitando que alguém me toque fundo de novo.
Meu chá tá esfriando como tudo que vem aqui de dentro.
Era uma loucura muito grande tentar amar, não é mesmo? e a gente nem percebeu que a cada dia, nos internávamos mais, eu em ti e você em mim.
Para sempre, acho que ficamos presos.
Essa casca não quebra nunca e meu estômago reage a dor, o máximo que consigo por pra fora, é vômito, dia atrás do outro.
Às vezes, quase sempre na verdade, acho que me definho.
Passo os dedos nesses espinhos pra sentir que ainda tenho dor.
Como você me machuca em alguns dias, quando recordo em um saudosismo imbecil dos sonhos que tivemos juntos e dos planos que não cumprimos por permitir que o sono viesse e ficássemos apenas sonhando.
Os teus olhos já nem sei se ainda tem brilho, nem sei se estão abertos, se fixando.
Meus olhos, só ficam vermelhos e inchados, quando tento chorar, é em vão.
Parece até que tá tudo seco aqui dentro, desde quando a gente abandonou aqueles desejos de ir além, de ser mais do que éramos, se é que éramos ou fomos alguma coisa.
Quando olho para o céu, contemplo mais a escuridão da noite, do que o maldito brilho das estrelas, tenho medo de que por um segundo, uma faisca de brilho me comova.
Tenho medo de amar de novo.
Não quero admitir nada disso, que eu engoli você e agora não sai.
Que eu te feri, macerada entre meus dentes rangendo durante a noite.
Já não lembro do meu sorriso como era e de como eu falava sobre os poucos carinhos que tinha recebido, não lembro se enquanto você ia adiante, eu fui ficando.
Chuta meu castelo de areia por favor e me derruba dessa torre, de onde eu trago meu cigarro e tento fazer formas com a fumaça, fingindo uma distração alegre de quem não pensa tanta coisa.
Chuta meu corpo no chão, pra me acordar disso tudo e mostrar que ainda vivo e que tu me espera em algum lugar, com o cachecol enrolado no pescoço, escondido nas blusas desse inverno massacrante.
Ou sei lá, me deixa aí mesmo, pra que eu perceba uma hora ou outra que faz calor e meus dedos estão frios por culpa do lado de dentro que anda congelando e que essa coisa toda de amor que eu busco e me nego a admitir a busca, não derrete mais não.
Deixa que eu fique no alto, contemplando a escuridão, até perceber que meus olhos estavam vendo só o lado de dentro e que essas marcas todas, esse sangue todo era só o que eu precisava pra continuar vivendo.
Deixa meu canto escuro quieto, pra que eu passe os dedos nos espinhos e sinta teu frio me cortando.
Domingo, 14 de Junho de 2009
ombro elegante.
ela tem aquela coisa das 4 paredes.
vermelhas.
intensidade bem aparente.
um medo, que soa engraçado.
mistura de explosão e carinho.
me aninha no colo, no peito.
me morde.
pede vinho.
ela tem o dom do roxo, do forte.
precavida demais em tudo.
esnobe.
falo por horas e dela, o mudo.
tem aquela coisa do toque.
o toque dela fascina.
não explica, não pergunta, não julga.
pede menos.
sorri.
ela tem aquela coisa que não denomino,
perdida no escuro e excitação que nos domina.
aquela coisa de tempo e espaço, do inseguro.
mulher vestida de menina.
ligeirinho.
eu falo que não aguento mais tentar convencer as pessoas a me amarem e já não aguento esse jeito egoísta que eu tenho de fazer com que as pessoas me desejem.
por motivo algum, me ame e só, porque eu acho que o fato de existir já me deixa digno de adoração.
então me ame.
essa é a merda toda, a hipocrisia em tudo que faço.
e porquê?
sei lá, porque meu ego é filho da mãe assim mesmo.
tá querendo sempre mais.
e ela lá, dizendo que quer ir mais além, que já não aguenta mais o fato de se travar tanto e ela nem deve saber ao certo o que amor, porque ela foge antes.
e porque maldita razão ela foge?
amar dói.
e eu sei que dói e to sempre amando.
e ela sabe que dói e tá sempre se afastando.
a gente só encontra amor no ônibus de domingo, onde feios se encontram em beijos.
e claudicos travam a passagem das passarelas.
eu aqui com essa porcaria toda em não saber o que eu faço comigo.
e ela dizendo que sou linda.
e tira toda a minha culpa e sentimento de ingratidão com uma frase simples de que "cada um sabe onde se mete".
então porque a gente não sabe mudar o que não gosta em si mesmo?
e estamos trocando mãos por pés.
eu lá com o discurso pronto e prepotente.
ela aqui, docemente, com o lado discreto sútil.
surtando juntas em uma crise de ego profunda, uma mania de ser ou não ser sozinha.
psicodrama do avesso, 'quetinha', meu bem...
te encontro , apegada a solidão, no meio dessa socionomia.
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
abrasemcadabra.

então eu me pergunto parada, debruçada na cadeira.
como foi que ninguém viu?
a beleza não estava escondida, em nenhum momento.
e onde foi parar o valor que ela merecia?
me pergunto, se quando a gente fecha os olhos, os pensamentos são sonhos também?!
e se quando a gente abre a mão, depois de agarrar o peito, a tristeza vai embora?!
mãos de mágico.
magia.
destreza, sutil.
me pergunto se era mesmo um truque e foi por isso que ninguém viu?!
tinta seca.

e desenhava, contornava.
como se minha pele branca fosse papel e seus dedos fossem tinta fresca, me tocando, colorindo.
fazendo a arte dela em mim e me fazendo a arte dela.
desenhava nuvens por onde flutuamos alguns dias.
sol, na minha heliofobia, e um toldo onde me escondia, com a mão na testa.
desenhava uma lágrima caindo do olho esquerdo e uma sobrancelha erguida de riso, no olho direito.
sapateava e me pintava, como fosse um circo aquilo tudo alí.
e na minha barriga, desenhou borboletas, coloridas...
no estômago.
a voarem, trombarem, baterem asas por ela.
nas costas, beijo de boa noite e nas mãos, aliança.
pintou minha boca de vermelho, lábios de frio.
nos ombros, desenhou milimetricamente os próprios dentes.
a morder.
nas coxas, me entrelaçando, as pernas dela.
e foi desenhando, percorrendo.
um papel sem fim.
e cada espaço em branco precisando, implorando, suplicando um pouco da tinta,
dela.
desenhou no punho um cigarro me queimando e no braço um aperto.
detendo, agarrando, abraçando.
se esforçou por horas pra fazer no peito, um coração batendo, escorreu tinta vermelha de sangue.
das mãos,
dela.
rascunhou.
e jogou fora o papel.
Carla, Carlota.

tínhamos 30 minutos, pra compartilhar nossas histórias e a vida maldita que nos levava ao mesmo lugar, no meio daquela fumaça de gordura, nas banquetas espremidas entre o corredor do banheiro com suas divisórias mal organizadas, com roupas caindo e mochilas se empreguinando do cheiro de óleo, e os engradados de cerveja vazios, fruto de noites lotadas, onde bêbados sem nome eram atendidos como se fossem Reis.
ela usava uma touca dessas que todo cozinheiro usa, e de perto cheirava esmalte, não sei... talvez um antigo aplique no cabelo.
os dentes não eram cuidados e a pele não era tão sadia, sua sobrancelha era feita de tatuagem, definitivamente.
tudo nela, era definitivo.
carioca, falava arrastado e sorria, xingava o tempo todo, mas sorria.
eu, com meu tênis de couro branco, minha calça justa e a tal camisa preta, com boton de especialista em cerveja, poderia me sentir superior, mas não acontecia.
negra, daquelas fortes de guerra, que não negam batalha e eu, branca de leite, com meu sorriso inclinado como se fosse tudo uma maravilha.
de longe, diriam certo que ela sofre mais.
mas ela ria, jogava a massa pra lá e para cá, virava a panqueca e beliscava pequenos cubos de queijo e as sobras do almoço.
então me disse "meus fi tão no Rio, ca mãe"
e respondi "e tu, faz o que aqui?"
"vivo"
...
tínhamos 30 minutos pra ela me contar todas as coisas, do marido bêbado que está preso e do qual ela só comenta "ma num é bandido não, bandido bom num é preso"
e talvez tenha razão.
ela poderia me contar dos filhos, da mãe, do Rio, das praias, da violência.
mas preferiu apenas dizer que ali, longe de tudo, ela vivia.
então se alguém me perguntar o porquê de tão longe e o porquê de não me sentir superior a ela, responderei que meus sapatos de couro e minha camisa de marca nunca serão melhores que um avental.
e minha história, nunca será menos sofrida que a dela.
e meu motivo por ter vindo tão longe também foi a pura vontade de viver.
Terça-feira, 9 de Junho de 2009
Gruta.

não feche a porta quando sair,
deixe o vento entrar um pouco,
quem sabe assim eu volto a ser feliz de novo.
eu quero uma menina que me traga paz,
solidão,
não aguento mais,
eu quero uma menina que me peça perdão.
volta pra mim,
é tudo que mais quero agora,
sentir teu corpo no meu,
sem pressa de ir embora.
eu sei que nessa vida quase tudo passa,
acontece que já passou por aqui.
e você se foi e me deixou no vazio,
numa saudade que não tem mais fim.
volta pra mim.
hoje lembrei dessa música, que foi escrita faz muito tempo.
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
ei!

você está de costas e alguém insiste em gritar seu nome.
então, pela voz, você sabe que é alguém conhecido.
sabe que esse alguém nunca te fez mal.
mas você chorou tanto.
mas você cresceu tanto.
então o grito continua lá.
estridente.
e você tenta erguer o pé e caminhar, mas não consegue.
a impressão que dá é de que nenhum passo é possível,
se você não olhar pra trás agora.
e você não olha.
acontece que a dona da voz está se aproximando.
mesmo que você não vire.
mesmo que você não acene.
mesmo que você finja não ouvir nada.
ela está mesmo se aproximando.
e seguir adiante é tua incapacidade,
enquanto você ainda reconhece essa voz.
ela está tão perto.
e você não quer mesmo atender.
ou é medo do chamado?
e é um 'oi' ou um pedido de socorro?
ela ainda está gritando.
não adianta, você não pode seguir.
ou fica e finge que não ouve, ou volta.
olhe e sorria, ela ainda está te chamando.
e ela te conhece.
chama pelo nome.
ela ainda está...
te esperando.
Segunda-feira, 1 de Junho de 2009
Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
Aeeeeeeeeeeeeeeeeee \o/

era uma vez uma menina, viciada em café e cigarros, apaixonada pela vida e pela literatura, que resolveu ter um blog...
e bom... adivinhem o resto da história!
Postagem de número 100.
Parabéns para os textos, os relacionamentos, os seguidores, os visitantes, a escritora, os amigos, os leitores...
enfim...
Parabéns para o Idioma Comum que, caso alguém não descobriu antes, é o sorriso. (:
obrigada a todo mundo que comentou, leu e acompanhou os devaneios da menina aqui.
um abraço apertado e um beijo.
SIX
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
aqui dentro...

_ ei, quer me contar por qual motivo você tá chorando?
[e é preciso motivo para o meu choro?
é preciso motivo pra sentir essa maldita lágrima fazendo um caminho quente no meu rosto?
Por que diabos você acha que eu tô chorando?
Por que eu cortei o dedo? caí do muro?!
Por que eu vi que não sou grande?!
mas quanta falta de sensibilidade na tua pessoa.
eu choro porque dói.
porque comprimo o corpo, o estômago.
comprimo o peito e me desabo do lado de dentro.
"mas que inútil" diria você.
é, eu sei.
é bem inútil mesmo chorar por isso.
mas você prefere que eu faça o quê?
sorria desesperado por aí?
que eu salte e tire fotos e fique feliz?
ah meu amigo... eu não sei fingir.
isso dói.
e eu, sei lá... tô sempre trocando esses passos.
tô sempre andando de calcanhar pra não aceitar que o chão tá bem embaixo do meu pé.
eu choro porque sinto.
choro porque vejo.
vai dizer agora que você nunca chorou também?
eu choro porque penso.
porque atropelo, espero, sigo e fico.
eu choro porque existo.]
_ não... vai passar...
Sábado, 23 de Maio de 2009
clareou não só o dia.
ele era estranho porque usava roupas estranhas, porque era magro demais, velho demais, sombrio demais. A calça, daquele tecido antigo, apertando-lhe o estômago, uma camisa já marcada de suor embaixo dos braços, de um branco amarelado, como seus dentes, e aquele colete preto, grande e pesado.
aproximou-se e foi caminhando comigo, silenciosamente, embora já soubesse que, em algum momento, eu perguntaria a direção.
eu assumiria estar perdida.
-oi?
-é esse o caminho?
-depende, pra onde?
-pra onde você quer chegar... é esse?
-engraçado você perguntar, porque eu não sei por onde tô indo, tinha que chegar em casa, mas não sei se é por aqui.
-hum...
-sei sim, continua caminhando.
-mas por onde?
-do meu lado.
-posso ir se você quiser.
-tá, mas porque eu tenho que querer?
-não tem!
-moro lá atrás, onde a gente se encontrou.
-hum...
-e você? na Venâncio?
-é, moro lá... por enquanto.
-ahm. Por enquanto porque?
-ah, uns problemas de moradia, pessoas e tal.
-contas?
-mentiras.
-ás vezes é bom mentir.
-ás vezes é bom ser adulto.
Mas apenas consenti!
E meu medo era de que eu já soubesse que era verdade mesmo o que ele dizia.
-oi?
-você estuda?
-não mais, tirei licenciatura em artes, mas acabei desistindo de tudo.
-tudo é uma palavra muito grande, acho que você desistiu só da faculdade.
-é... pode ser. Se bem que eu acabei desistindo de muitas outras coisas também.
-que tipo de coisas?
-ah, relacionamentos, amizades, sonhos. Fui desistindo.
-e do amor?
-quê?
-desistiu do amor também?
-não, foi ele que desistiu de mim.
-não sei, vai ver porque eu faço tudo errado. Porque eu não sei usar ele direito.
-o amor não é feito pra ser usado!
-então porque não sei sentir ele direito.
-se você sente, não interessa se é direito ou não. Você sente!
-ah é?
-sim, ele tem 12 anos.
-hum.
Mas ele não dizia.
Ele ria.
E deveria ser mesmo de mim.
-estuda em casa.
-não tá na escola?
-não, a gente tirou ele. Faz 15 anos que sou casado e eu trabalho com telefonia, minha mulher fica em casa com ele e a gente teve muito problema já, nos colégios. É um garoto agressivo.
-Tá, mas isso não significa que ele tem que ficar em casa, não é?
-a gente levou ele em psicólogos e em psiquiatras e sempre receitaram remédios ou diziam "ele é muito agressivo", mas isso nós já sabíamos, a gente queria saber o porquê que ele era assim.
-hum... entendo.
-não, eu não acho.
-é que é estranho, sabe?
-é, parece estranho mesmo.
o sol começava a cortar o meu rosto e meus olhos de quem ainda não tinha dormido e fui reconhecendo o caminho, sentindo mais familiar, o que me fez respirar aliviada.
-pois é, eu percebi mesmo.
-acho que a gente se despede logo.
-é... mas quem sabe a gente não se encontra por aí!
-eu tenho que cuidar do meu filho.
-hum... então tá bom.
-hum... vou até frente contigo.
-tá, tudo bem. Obrigada! ...
-bom, já que não te vejo de novo, tchau!
-adeus.
-credo, que coisa mais de filme falar adeus. Diz tchau!
-como é seu nome?
-Six e o teu?
-Hugo.
-prazer Hugo!
-prazer... não sei o que é isso.
E não tinha.
-não... foi ele que desistiu de mim.
aprisionado, se sentindo fraco, sem vida, porque o prendi alí.
dentro de mim...
ele me agredia e eu o privava da liberdade de viver.
e ainda dizia que ele tinha desistido.
céus, eu desisti dele.
não importa mais o caminho, eu já desisti.
Terça-feira, 19 de Maio de 2009
um confesso qualquer de orkut.

desde o primeiro dia que entrei nas Gi's, eu falo sobre relacionamentos e hoje estava pensando como essas coisas comandam a vida da gente, parece que não existe amigos, trabalho, faculdade, cursos, vida fora desses casinhos, namoros e casamentos que ora estão perfeitos e ora estão destroçados aumentando a quantidade de confessos.
e isso me fez refletir demais hoje sobre essas pessoas que passaram, com as quais me envolvi ou fui envolvida, não sei, me restou algo um tanto quanto nostálgico sobre tudo.
comecei a ler e apagar meus confessos antigos, do ano passado mesmo e fiquei em choque com o tanto de coisa que aconteceu, vi o dia que anunciei aqui meu namoro com a Bah, nosso término, as mudanças que fiz.
e sei lá... penso que não deveria ter feito dos relacionamentos a minha vida, deveria ter ficado minha, respirado de um jeito ímpar de ser.
bateu saudade mesmo, de quando eu breteava a Na.na, antes de ir embora e namorar com ela. :P
bateu saudade lendo os poucos confessos da Bah, mas da Bah que eu conheço mesmo, que ria comigo de tudo, que assistia 'procurando nemo' de madrugada e essas coisas todas de casal apaixonado, que a gente pensa que nunca mais vai encontrar em outra pessoa, porque é tão único, vivido com tanta intensidade e quando chega o fim, bate um desespero cruel e uma vontade de não perder essas coisas que fazem bem, não por serem as melhores ou mais importantes do mundo, mas por serem simples e de uma cumplicidade que sonhamos encontrar sempre.
me sinto angustiada, às vezes... por tanto sentimento vivido de maneira errada, mas sei lá, tão necessariamente preciso no momento.
essa dorzinha aqui é um tipo de amor, se é eterno sei lá eu, mas é um amor, sem importar em ser de namorada ou amiga, é só amor. e isso basta.
a vida em Ctba tem sido triste, por enquanto, eu faço pouco dos meus dias e não me permito a sentir o novo, como se me faltasse algo.
confesso que sinto saudade de casa, muita mesmo, quase 2 anos sem ver a família e isso ta me matando aos poucos...
tive tantos conflitos quanto eu pude suportar, com eles. Minha mãe e eu já não nos falamos a tempo e agora tô indo resolver tudo isso, porque de alguma forma, andei perdida e buscando uma vida que eu precisava, e agora é digno da minha parte, voltar e arrumar tudo. Não por culpa, mas por vontade de reconstruir uma boa relação com eles, acho que isso é família, estar disposto a recomeçar mesmo quanto tudo se perde.
fiz uma aula de biodanza hoje e me coloquei em contato com energias da alma, sim! eu acredito nessas coisas todas e não ligo em me virar do avesso em um exercício de respiração ou em abraçar da maneira mais sincera possível, pessoas que nunca vi, não decorei os nomes e não conheço.
acho que meu coração transborda carinho em alguns momentos e consegue ser irreconhecivel em outros.
tá amanhecendo e eu vou tomar café da manhã com as novas pessoas que moram comigo, que eu adoro! encontrei uma casa de verdade, onde me sinto bem, livre e respeitada dentro das minhas escolhas, que são muitas e mutaveis a todo instante.
tenho ouvido folk, muito folk!!! e resolvi que irei aprender a tocar gaita, já que violão e eu é um caso de amor platônico, da minha parte, obviamente.
os dias tem passado calmos, a tristeza do fim do namoro dói ainda, mas numa intensidade melhor, principalmente depois que coloquei em primeiro lugar, o meu amor próprio e a minha vontade de que minha ex seja muito feliz, independente das maneiras que ela encontra pra fazer isso. oras... eu não posso mudar o mundo e ela deve saber o que é melhor pra si mesma, ou não sabe mas vai descobrir sozinha.
ando conversando com muitas pessoas pela net e aumentando minha confiança e meu carinho por cada uma delas. a Nina, Gabi, Giu e Isa, dentre outras que falo menos, mas considero muito também. é bom poder conversar sobre filmes, livros, vida no geral, com elas, me acrescenta ensinamentos e uma paz boa de sentir.
me decepcionei muito com algumas coisas do passado em Poa, mas ando abstraindo tudo isso pra guardar boas lembranças da vida de lá...
porque no fim, foi lá que aprendi a dominar mais meu auto-controle, meu dinheiro, amizades, saudade, independência... acho que hoje não me importo em ser chamada de mulher e não de menina.
alias, sinto que envelheci muito nos últimos tempos. já não me vale muito uma balada ou um fds com ressaca depois de ter bebido o estoque do bar. Os cafés, livrarias, museus e parques estão tomando uma terrível importância na minha vida e dispenso qualquer "exibicionismo alheio" em balada, para uma boa conversa, com capuccinos e cigarros e leitura de trechos dos meus livros preferidos.
livros, tenho me entregado a eles de uma maneira acolhedora, quero escrever o meu em breve.
tenho muitos planos pra mim, no presente e no futuro. quero recuperar tudo que perdi ou omiti durante todos esses anos. E que isso me possibilite ser alguém, não melhor ou pior ou seilá o que a gente pede nessas horas, mas só alguém.
bom... é isso, a falta de amigos presentes causa confessos interminaveis, mas eu queria ficar falando tudo isso, colocar pra fora o que vinha me engasgando e não é com intenção de que todo mundo leia e venha falar algo, é só por falar mesmo e me sentir livre aqui dentro da comunidade, afinal de contas, orkut deveria servir pra algo positivo em algum momento da minha vida.
flutuei.
Quinta-feira, 14 de Maio de 2009
que eu não entendo.

hoje eu vejo que nós nos agredimos por um bom tempo, e agora, por mais que você esteja vindo embora, está claro na minha mente que a verdade é que você nunca esteve tanto indo. eu tinha muitas coisas pra te dizer, muitas novidades que aconteciam nos meus dias e eu fiquei tanto tempo me esforçando pra que você aceitasse, compartilhasse, vivesse comigo aquele montante de coisas que por algum fato aconteciam que, bom... depois de um tempo, as novidades já deixaram de ser novidades, as alegrias chegam até me doer. ainda assim, foi tudo tão pleno. hoje eu te vejo com os meus 17 anos e aquelas coisas todas que eu sonhava, que eu fazia, aqueles risos todos que ficaram no vento, no meio do caminho, que me marcaram pra pessoas que, eternamente, lembrarão de mim como uma pessoa feliz e sempre que a gente conversar elas vão dizer "lembra aquele dia que... " e eu não lembro, não porque eu queria esquecer, mas porque não era pra lembrar. Calma, não digo que nessa época eu não era feliz, meu Deus, como eu era, como eu fui, eu sabia mesmo o que era felicidade, mas tinham todos aqueles problemas em casa, tinha todo aquele desdém que eu sofria e minhas descobertas, tinha muito assunto pra um ser tão pequeno, então eu sorria e tudo de ruim que existia em mim era a minha piada. sábia frase aquela que diz "rir de tudo é desespero", não tiro a verdade que nela tem, mas é um desespero feliz, um desespero que ampara. bom, eu tinha 17 anos e muito, mas muito mais problemas do que você tem agora, mas isso não muda nada, não justifica, a minha criação também sempre foi muito diferente da sua. então com todos esses problemas, eu resolvi que queria ser alguém, resolvi que queria ser do mundo, e ninguém me impediu não, sabe? hoje, sendo do mundo, eu identifico qualquer malandro em um olhar ligeiro, foi o tempo que a ingenuidade me abandonou, e a malícia tornou-se algo necessário no meu dia-a-dia. mas onde mesmo eu quero chegar com tudo isso? bom garota, o fato é que eu sei tudo do mundo. eu conheço cada canto sujo, cada pessoa falsa, cada palavra mesquinha. Eu sei mesmo quem quer me passar a perna e porque que quer. Sei quando alguém não vai pagar a conta, é... eu sei tudo. eu sei até mesmo as cores, sei muitas cores, das pessoas, das almas, das vidas. eu conheço o mundo como a palma da mão do mundo. e sabe porque não posso dizer como a palma da minha mão? porque eu só sei as coisas que eu preciso, sei todos os sentimentos que tenho, como os tenho, como eu fico, eu sei exatamente onde vai doer e porque vai doer, mas eu não sei amar. não é porque eu não quero não, é porque eu não sei mesmo. não é fácil essa coisa de se doar pra alguém, eu nunca tirei de letra isso não. eu to falando tudo meio que correndo, porque o tempo tá acabando e eu tenho mesmo que te contar tudo isso. essa porta tá se fechando e antes eu reconheceria você pelo formato do teu corpo, no escuro, agora já não te reconheço nem na luz. o tempo tá passando super rápido e eu só tenho a dizer que fui sua um dia e que eu queria ter aprendido como é que se ama alguém, como é que a gente troca de vida com outro. não é falha minha não, não é culpa sua também, é sei lá... a maneira explosiva do mundo, a maneira auto-destrutiva da gente. essa coisa de ter que ser, fazer, estar, tudo na hora certa, tudo certo, essa cobrança toda. antes de você ir embora de vez, eu precisava que você ouvisse que tenho uma porção de coisas aqui dentro de mim, algumas eu conheço por nome, outras são totalmente desconhecidas e eu tenho muito medo, medo de me perder no meio dessas coisas desconhecidas e não ter mais nome também, e não saber mais o que eu sou também, quem eu sou. antes de você ir embora eu queria que você soubesse que tudo foi muito doce contigo, aqueles dias todos que a gente dormiu junto, e acordou sorrindo, sabe? aquele sentimento eu sabia o nome, ou sei. não quero arriscar a chutar, entende? eu vejo que você está tão próxima de mim agora e eu só consigo pensar que teve um ponto onde eu te perdi. pode ser que eu não tenha feito algo certo, pode ser que foi algum ponto onde eu não sabia o que sentir. eu só conheço as coisas de fora, já disse! e você... nossa, você tá muito do lado de dentro. então olha, meu amor (?) se é que eu sei o que é isso, você pode gritar pra mim, você pode mesmo tentar me atingir por dentro, mas eu tenho uma certeza de que não vai dar certo. é o externo que me afeta, é esse lance do lado de fora da gente. então quando você parar de fazer as coisas que você nem sabe porque faz, você pode me ajudar a entender isso aqui dentro, isso aqui dentro de mim que é você. que nossa, tem muita energia, muita vida... essa coisa parece que salta e que consome parte por parte, meu corpo inteiro. você pode me ajudar a entender porque eu precisava tanto dizer que nesse oceano todo, eu to me debatendo. você pode me contar segredos que eu vou esconder e pode perder os traumas que ninguém compreende, sabe? você pode deixar suas mão suadas molharem o meu rosto. porque tá tudo aqui dentro, querendo explodir. e se explodir mesmo, como eu espero que aconteça, vai ser do mundo e do mundo eu entendo. me resta pouco tempo pra dizer que nós ainda temos tempo e que você pode não ir, que você pode permanecer, me resta pouquíssimo tempo pra dizer que faz frio aqui dentro e eu quero te por pra fora, quero te proteger. resta quase nada pra mim e eu ainda tô aqui, e queria dizer que...
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
my life without me.

Eu sei.
Posso não ser boa, em ser qualquer um, de nome, talento, registrado no bem maior.
Mas eu sei, até onde sou, quem sou, e sei lá...
Vc sabe tão pouco, de si, de mim, do que fui um dia, do que sou agora.
Sei onde vai meu desejo, até onde ele pode ir, sei onde acaba minha vontade, até quando quero que ela acabe.
quando me irrito, me sôo diferente, me abrigo, aflijo, atormento, rio indiferente ou sorrio um tanto quanto ausente. e sorrio pra mim, de mim, unico e exclusivamente.
Tanto faz...
sou eu, sabe?
Subseqüente de qualquer extra meu ou primário meu.
Não me nego...
Meu, minha, sou, estou, morrendo, acabando, desistindo, continuando, acreditando, lutando, sorrindo. Ser eu.
Só eu!
Só minha!
Sozinha!
Só.
e no dizer do "eu", um grande obrigada a Gabi pelo texto Catavento.
http://verboletas.blogspot.com/2009/05/catavento.html
abraço forte!
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Little Alice.

disseram que eu era a minha escrita, eu não sei em que ponto deixei que as pessoas chegassem a essa conclusão sobre mim, disseram que eu era as palavras que conduzia nessa folha em branco. som da escrita. sabe amigo, eu sou talvez muitas palavras ou uma só, ainda não sei. mas essa escrita toda é meu refugio. é meu modo mansinho de encontrar um canto dentro de mim, onde descubro as coisas que não sei se deveriam ficar escondidas. sozinho. sabe meu amigo, essas letrinhas todas vão saindo meio sem juízo. e eu nem sei direito porque mesmo que eu faço isso. sei que começo a colocar tudo em um papel como uma esperança de ler e encontrar as resposta de que eu tanto preciso. os meus dias tem sido tão simples, a maior parte do tempo aqui na frente, tentando me manter perto. tentando me manter firme e presente. alguém talvez ainda queira lembranças minhas, alguém talvez guarde meus textos e cartas, todos dobrados e amassados em caixas de sapatos. sem nem saber ao certo porque fazer isso. as pessoas que entraram recentemente na minha vida me trazem um pouco de alegria, elas me rodam na sala, me colocam nas alturas, elas me chamam de bebê e caçulinha. as vezes eu sinto cócegas na barriga, me sinto uma criança que gira em sonhos e penso que encontrei uma família. sabe meu amigo, tá tudo tão próximo da realidade que eu desejava, que tenho medo de respirar errado e estragar tudo. os livros que tenho lido me deixam marcas na pele e na consciência, que me perco neles por horas. e fumo, cena constante, fumo pra relaxar, pra esquecer, pra ter mais alguma coisa pra matar um pouquinho desse tempo que você não está comigo. olha meu amigo, a vida vai meio que seguindo, que se deixando levar com um vento estranho, com sorrisos novos e os lugares, todos muito coloridos, mas muitas vezes sem graça, porque não te vejo comigo. sabe meu amigo, tenho saudade da época que brincavamos de ser felizes e eu não tinha noção de que aquela era mesmo a minha felicidade, eu me debruçava no teu colo, na sombra das árvores e sorria, fechava os olhos e pensava, será essa minha felicidade? ou será que estou brincando de ser feliz? olha... o mundo é tão cheio de cores, sabores, desejos e descobertas, que hoje eu vejo bem de pertinho, como uma partícula muito pequena, que nós somos sempre felizes e que todo o mal que nos fizemos era o caminho tortinho pra chegar até aqui e embora você tenha se perdido um pouco no caminho e eu não pude parar pra te dar a mão, pra que você aprendesse também como é caminhar um pouco sozinho, eu sei que você está chegando, que vai encontrar tudo direitinho e eu estarei aqui, embaixo das árvores, pra te estender a mão sorrindo e viver contigo o resto da nossa felicidade inventada que deu tão certo. e olha meu amigo, se você estiver brincando com o açucareiro agora, só tenho uma coisa a dizer... é uma vida doce mesmo, em todos os lados... e a gente sempre brinca com ela.
Quarta-feira, 6 de Maio de 2009
docemente cruel.

e então você vai gostar de mim, vai me ver chorando por alguém, vai me ver olhando para o lado quando alguém pedir esmola.
vai me ver sorrindo e vai se perder dentro dos meus olhos.
e quando a gente se deitar, você vai afagar meus cabelos, pensando que eu sou a mulher da sua vida e que o mundo pode parar ali mesmo, você vai ver a luz cinza entrando pela janela e nossos corpos tatuados se reconhecerão.
então você vai pensar que sou iluminada porque as crianças ficam me olhando na rua e vai achar que eu conquisto qualquer pessoa, na real, vai ter certeza de que todos gostam de mim.
e vai me ver chorando por causa da minha familia, vai me escutar lendo coisas que eu mesma escrevi, vai ver meus desenhos, e vai pensar que a minha alma é tão sensivel que até um abraço me machucaria.
você vai chegar a conclusão de que sou frágil e preciso de cuidado, vai querer me amar, vai se sentir obrigado a me amar.
e vai chegar um momento, triste momento, que você perceberá que eu sou tudo isso, mas que também sou mais forte que você, que sou melhor que você, então você terá que aceitar que na verdade, quem te protegeu fui eu, quem te amou...
fui eu,
quem precisava de cuidados era você.
e tudo aquilo que você acreditava ser eu, séra refletido de uma forma tão dura, tão dificil de engolir, que você me dará as costas, que você se sentirá madura e capaz de seguir sozinha...
mas isso, meu bem, até que alguém te encontre e te sinta tão frágil e queira te cuidar.
isso meu bem, até alguém tentar te amar como eu amo e você fugir, pra não aceitar que já não pode mais,
que já não quer mais,
ser tão fraca como eu.
ei, eu me perdi... mas olha, só me encontro em ti!
Domingo, 3 de Maio de 2009
Preparação.
sentimento meio torto,
coisa estranha de amar.
um tracinho de desenho,
um risquinho de rascunho,
lágrima.
é não sei, talvez confusão.
talvez preparação.
um escudo sempre a frente.
é sei lá, uma menina toda muda.
um rapaz voz aguda,
que só queria era gritar.
é esse casaco marronzinho,
esse coração pequenininho,
com um gigante pra entrar.
uma triste indiferença,
esperança, uma crença.
um trançar de pernas,
flutuar.
é menina bela, um vestido bem rodado.
um cara admirado,
bêbado, roto.
com esse jeito todo torto de te amar.
Sábado, 25 de Abril de 2009
confusão.
então cheguei ao ponto de tirar conclusões baseadas em observações, sexto sentido, imaginação, loucura, realmente acredito que sou louca e deveria procurar ajuda, talvez amar seja um grande crime, contra mim mesma. eu, nesses meus altos e baixos, sempre tive do que escrever e fiz dos relacionamentos a minha vida, a minha respiração diária. nossa, porque errei tanto? e essa semana talvez eu tenha escrito o texto que mais me doeu, foi minha entrega, minha visão e aceitação da ignorância de uma defesa que tenho usado. esse texto mostrou a mim, minha parte que faliu, a busca por um refugio, minha própria condenação e dor ao aceitar, em não ser amada, a falha de ter amado em vão, em total egoísmo, em satisfação particular, fuga das verdades da vida. eu leio e penso "porque cheguei até aqui? onde foi que decidi ser assim? porque fiz as coisas dessa forma e porque já não sei mais o caminho a seguir?" e na frase " é visível tua felicidade sem mim" aceito de joelhos meu maior erro, que foi tentar, o tempo todo, te fazer feliz... sem questionar se era isso o que você precisava. ...
dia 23, tem hora que parece que o tempo tá voando e tem horas também que bate um desespero por não ser fim de Junho ainda. nossa, tô tão confusa nesses últimos dias, começo a pensar nas coisas e tem vezes que meu coração chega dói e dá aquela coisa ruim no estômago, sabe?! parece que vou vomitar ou me esvair, não sei explicar. é um misto de saudade, tristeza e desânimo, tudo por medo de ter sido esquecida e de alguma forma, sei que fui, é visível tua felicidade sem mim, acho que só te fiz mal, queria tanto cuidar e proteger, que sufoquei e fui sufocada também, sufoquei meu sentimento mais bonito com minha maneira errada de agir. às vezes, parece que o término é algo inevitavel pra nós, última saída pra salvar ... uma amizade? não sei bem o que nos resta. eu paro, penso, leio, escrevo, ouço músicas, vejo fotos e procuro coisas pra me machucar, talvez eu não seja tão frágil, essa não seria a palavra pra me definir, talvez eu seja tão forte que tenho a necessidade de ameaçar essa minha força com coisas que me ferem, pra sentir que posso ser tocada, que posso chorar e não estou amortecida pela vida. hoje eu estava voltando do ministério, depois de ficar 4 horas sentada, com muito sono e entediada, pra saber que tinha uns erros nos papéis e eu teria de enviar um sedex para Poa e arrumar tudo, fui consumida pelo desânimo e vontade de chorar, então sentei no onibus e coloquei o fone do cel, fiquei ouvindo músicas e por um instante me desprendi do mundo real, enquanto olhava o nada pela janela. foi estranho, sentia como se mais nada pudesse me afetar, então fiquei procurando coisas que pudessem me deixar mal, pensei em você me traindo, no Caetano, na Juliana trabalhando no bar, na briga com minha vó... e nada. eu simplesmente nem sentia meu coração disparando, fiquei estática, então busquei flashes de orkut, de fotos, fui me permitindo sofrer, quando vi, estava engasgada de um jeito que se eu ficasse roxa no banco e desmaiasse, seria normal, porque nunca me esforcei tanto pra me destruir com tanta coisa. e porque eu tô fazendo isso? me pergunto isso o tempo todo e acho que a resposta é pelo fato de me sentir fechada e me permitir poucas vezes chorar de saudade ou de raiva, parece que morri e não tenho mais sentimentos e sensações, a maior parte do tempo, então me esforço por um sorriso, por um choro, me esforço pra definhar, enquanto a vida vai passando do mesmo jeito de sempre. tem uma música na minha cabeça agora... "assim que o dia cai, penso em nós dois e o tempo esvai lembranças ruins, não posso mais, vem na memória os dias bons que ficaram pra trás, volta uma vez mais, tudo é pequeno sem ter com quem dividir as coisas banais, faz muito tempo que eu não converso sobre a brisa e sua cor, a dor é muito pra mim e não suporto mais andar só pelo jardim, lembra você, e os teus aromas, formas voláteis do nosso amor... todo esse ar pra respirar, eu não vou conseguir, faz muito tempo, eu sei. eu errei mais uma vez, quantas mentiras, quantas verdades, me esqueci de te contar." não pense que estou triste, estou apenas perdida e minha única referência na memória é você, no coração eu já nem sei mais. se penso que te amo, penso também se devo e se é certo, se é correspondido. acho que envelheci demais e cansei de tentar, finalmente cheguei ao ponto de partida, quando a gente sabe o que fazer, mas não faz e espera pra ver o que acontece. fumar na janela me tira do chão, fico lá por minutos intermináveis e vejo um branco na mente, como se eu não precisasse pensar em nada, e eu não preciso. te encontrei em um trecho do Caio essa semana, escrevi bem ali na parede... "fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era." é você, eu tenho que aceitar isso, apegada a duas frases que me disseram aleatoriamente nos últimos dias: "sagitarianos não tem sentimento de culpa, isso os endurece e os faz perder os bons sentimentos" e a outra, vale muito pra mim, desde sempre... "aprender a deixar ir, pois o que vai meu bem, são as coisas ruins, as boas sempre permanecem, mesmo que a gente não perceba e não as viva intensamente" em resumo? não sei de nada... mais nada, amorteci.
Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
não feita.
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
Domingo, 8 de Março de 2009
paramos.
enfim paramos com todos aqueles planos infundados e desejos que nunca dariam certo, pq o passado dita o presente e o futuro incerto e aquelas coisas todas que eu queria, eu fazia, eu esperava, já não tinham sentido e já não importava se eu chorava.
enfim paramos com todos aqueles dias nublados, olhares atravessados e falta de entusiamo, aquelas crises mesquinhas, ataque de histórinhas e atos descompassados, já não cabia pra nós todas as coisas que estavam passando, o futuro era claro e simples e não estavamos mais caminhando lado a lado.
enfim paramos com julgamentos, admitimos os sentimentos, a derrota e falta de capacidade de lutar, paramos um momento e vimos no futuro que existia um bloqueio, um muro e não queriamos fazer esforço e atravessar.
enfim paramos com as coisas banais, começamos a ser reais, nos encontramos com diferentes ideais e o choro nem veio com soluço, a verdade foi como um susto, fácil de aceitar.
enfim paramos frente a frente, sem nada de amor decente pra resolvermos continuar.
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
gravando.
hoje foi mais um dia de problemas, que saí caminhando na garoa, com um pouquinho de frio e pensando sobre tudo.
então eu senti vontade de escrever e não tinha como parar e ficar despejando o que eu havia pensado, peguei o celular, coloquei para gravar voz e comecei a falar.
o objetivo inicial era... sei lá, falar coisas que virassem ou já fossem um "texto falado". mas eu precisava tanto colocar as coisas para fora.
e não eram coisas banais, não era sobre as crises de existência humana, sobre o bom humor pós chuva ou sobre cactos.
Era sobre mim, sobre a essência que eu criei.
Era mais sobre dizer que alguém é essencial pra mim ao mesmo tempo de dizer que temos a cumplicidade de algo perdido.
Comecei a falar, observando as pessoas que passavam e tentando parecer normal, como se estivesse falando ao telefone, enquanto gravava todas aquelas angústias, atravessava a rua, esperava o sinal abrir, caminhava.
e foi fazendo isso que depois de andar 3 quadras colocando tudo pra fora como catarse, eu percebi que todos os problemas e os erros estão claros na minha cabeça e que eu posso mudar todos eles, e que eu tenho medo de mudar todos eles, que eu me sinto frágil demais às vezes, mas eu sei o quão forte sempre fui e sei o quanto posso fazer diferente por mim, por nós.
a gente sempre sabe o real motivo de estar chorando e sabe também a hora de controlar o choro, vivemos nos testando, vivemos nos conformando a fingir que as coisas estão perdidas e depois dar um salto e modificar tudo, necessidade de reconhecimento de que se alcançou algo que parecia impossível, mesmo quando sabemos que era possível desde o começo.
o que eu digo com tudo isso? que colocar o queixo sobre o joelho, olhando para o lado e sorrindo, com um nó na garganta, mas com vontade de ser outra pessoa é perceber o possível antes de enfraquecer e buscar ser alguém melhor.
e o que é esse alguém melhor?
forte.
é ser forte, não no sentido de prepotente, despreocupado ou insensível, mas no sentido de ímpar.
De saber ficar um dia em casa, sozinho e ler, escrever, desenhar, criar outras coisas, tão particulares, sem precisar, clamar por atenção de alguém, por presença de algo.
eu quero crescer, ser madura pra outras coisas e não somente para aquilo que já consegui até aqui.
quero ser forte.
Dar as costas para a tristeza, angústia e o pânico de viver.
Quero ser algo pra mim e assim, ser algo bom pra você.





















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